segunda-feira, 3 de janeiro de 2011


quando o carnaval acabar




como alguém tivesse aberto uma porta
deixei passar carnavais
rastros de adereços pelo chão de espaços
compassos de baterias que passam
e soam ao estrondo da alegria
abram alas
é carnaval
meu ser confete
e
serpentina
eu, Pierrot, morrerei
por ti, Colombina,
em uma quarta-feira de cinzas.












(José leite netto - poema do livro "O Olho de Tebas)

2 comentários:

Mil disse...

a sua poesia tem a capacidade de me tragar pra dentro dela, me tornando parte dela ao passo que a leio. essa capacidade é o que reflete a força da sua escrita e o que me fascina.

versos bonitos.

:)

Paty Lopes disse...

digo e repito....

isso eh pra fazer nêgo chorar
(sem querer)

ahsuhaus
Lindos versos