sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Certas Senhoras



- Ora, Horácio!

Uma mulher culta

E ciente de sua faculdade feminina

Faz isso com sutileza.


Ouvi a Senhora falar alto.


Mulheres sozinhas

Situadas nos seus mundos

Que riem da graça plena do gozo

Mas que não são conquistadas.

Talvez elas já entenderam o amor,

Entraram no universo da mulher,

O próprio universo

Que proeza!

E conheceram a beleza do ser

Talvez...

E aprenderam a formosura

do só,

Do olhar e só

Somente.


Desfizeram os castelos,

Deixaram de sonhar com os príncipes,

Apropriaram-se do efêmero

E colocaram os pés no chão.

Sim, elas sabem que são belas.

Sim, elas entendem a divindade

Até riem com Deus

Essas mulheres...


Vou ter uma prosa com Horácio,

Quero saber mais da Senhora.

5 comentários:

josé leite netto disse...

muito bom, essa tua foma e de linguagem me lembra, de certa forma, não comparando, um certo William Carlos Williams. não pela forma, mas pela emoção de escrever. Logo que escrever é compreender o mundo que nos rodeia. né mesmo?

Talles Azigon disse...

a construção intelectual do poema é necessária e interessante e muita mais do que a construção e a "anima" do poema, é fazer o poema vivo, lindo amei

josé leite netto disse...

Talles. se for de fortaleza. mande seu email para jnettoleite@gmail.com que te mando um convite para deixar seu escritos.

aluisio martins disse...

senhoras de si, sem horas para se perderem em se...

Paty Lopes disse...

Senhoras Sim...

(perfeita efinição Aluisio)