Cachaçaria Cearense de Letras
Circense, a Cachaçaria de Letras é um blog ou uma casa muito engraçada sem pretensões ACADÊMICAS. É uma brincadeira bem cearense destinada a divulgações literárias de amigos, não tem meta nenhuma, POR VEZES ESCOLHE UM TEXTO DE UM AMIGO para uns goles de leitura e de escrita desde que seja da terrinha. LEMBRAMOS QUE, EMBRIAGUES AQUI, É LEITURA. Leiam com moderação
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
terça-feira, 31 de maio de 2011
ELIPSE GIGANTE
Brinque felipe
de elipse gigante!
Arrisque, petisque
uma esfirra brincante.
Na grande roda
onde mora uma briba falante,
que dança, que grita:
"Me respeite, não sou lagartixa,
sou ainda mocinha
nessa parede tão grande!"
de elipse gigante!
Arrisque, petisque
uma esfirra brincante.
Na grande roda
onde mora uma briba falante,
que dança, que grita:
"Me respeite, não sou lagartixa,
sou ainda mocinha
nessa parede tão grande!"
segunda-feira, 28 de março de 2011
Fragmento de Dor
Foto de uma instalação do Artista Ozeas Duarte retirado do Zupi
segunda-feira, 21 de março de 2011
Poesia enche barriga
Poesia enche barriga
José leite netto
15/032011
ontem a meia-noite comi
um prato de poesia
nos olhos a insônia
meu céu de palavras.
em páginas de metáforas
lá fora o apito do trem
Prelúdio de chegada
que já vem, que já vem
quem vem lá
nos trilhos as entrelinhas,
locomotiva de palavras
são mínimas, são muitas
varo a noite, o galo canta.
ilumino-me. Amanhece.
apita a chaleira
- o café está na mesa menino,
larga esse livro! Tão doidinho
tão só.
cheiro de pão quente
pão de queijo
Drummond.
alimento poesia.
sexta-feira, 18 de março de 2011
música incolor e salgada produzida no canto dos olhos

Entrei no carro contendo o choro e papai logo me abraçou aflito, perguntando o que havia acontecido. “Joaquim”, respondi de olhos fechados, tocando de leve o arranhão na bochecha, “mais uma vez”. Depois da alfabetização, não imaginei que a vida pudesse ser ainda mais dura. Papai puxou-me pelo braço e fomos juntos à minha sala, atravessando a corrente de estudantes que avançava em sentido oposto. Estavam Joaquim e a professora sozinhos. Ela continuava lhe falando muito séria as mesmas coisas que todos os outros adultos lhe repetiam ao longo da semana. Papai pediu licença, soltou minha mão e foi até ele. Não lembro o que disse, mas dizia grave, enfurecido e vermelho, daquele jeito que raramente lhe ocorria. Ninguém, pelo menos ali na escola, havia ralhado com Joaquim tão terrivelmente. Ele só ouvia, sem conseguir olhar pra gente. Baixou a cabeça, juntou as mãos magrinhas sobre as coxas e eu vi que estava chorando. As palavras de papai começaram a doer em mim, que não pude deixar de pensar que Joaquim, assim como eu, era apenas uma criança.
(http://enquantocorposonoro.blogspot.com/)
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Poema-fogo para Herberto Helder
Impossível ver seu rosto de homem
pentecostes na voz em meio à sarça ardente
seiva bruta na saliva que irriga lavouras
de poemas e ostras e algas
do mar da Madeira. Ilha de mistérios
onda a levedar no pão de cada lua
ofício cantante em harpa de ouro e trigo
louros ressequidos pelo sol selvagem
de seu autoexílio.
Impossível ver seu rosto em bronze
diamante polido pela mão de um anjo
a gritar: – Ó zona de baixeza humana!
Mítico maldito em estado selvagem
o olhar varado pela flecha de prata
do menino-bardo;
cordão umbilical atado a tudo
que o tempo lavrou em vil caligrafia:
fogueira e monturo no buço da noite
cabelos de plantas descendo os adobes
ressaibos de dores nos poros do amor
explosão do átimo de Deus
lavas de dragão incinerando a pátina
vulcão regurgitando a própria entranha
escarrando pro céu o cuspe de sua alma.
Impossível não ler Herberto em chamas.
pentecostes na voz em meio à sarça ardente
seiva bruta na saliva que irriga lavouras
de poemas e ostras e algas
do mar da Madeira. Ilha de mistérios
onda a levedar no pão de cada lua
ofício cantante em harpa de ouro e trigo
louros ressequidos pelo sol selvagem
de seu autoexílio.
Impossível ver seu rosto em bronze
diamante polido pela mão de um anjo
a gritar: – Ó zona de baixeza humana!
Mítico maldito em estado selvagem
o olhar varado pela flecha de prata
do menino-bardo;
cordão umbilical atado a tudo
que o tempo lavrou em vil caligrafia:
fogueira e monturo no buço da noite
cabelos de plantas descendo os adobes
ressaibos de dores nos poros do amor
explosão do átimo de Deus
lavas de dragão incinerando a pátina
vulcão regurgitando a própria entranha
escarrando pro céu o cuspe de sua alma.
Impossível não ler Herberto em chamas.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
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